Acredite se quiser

Vocês já devem saber que: “Homem não chora”. Mas morre aos 30 anos, vítima de um ataque cardíaco, por não colocar sua tristeza para fora.

“Deus ajuda a quem cedo madruga”. Então é complicado de entender essas pessoas que acordam tarde e conseguem ter sucesso na vida.  Será que Deus as ajuda também?

“Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. Pássaros foram feitos para voar ou ficar em nossas mãos? Nós não devemos arriscar nada em nossa vida então?

Em quantas dessas frases nós acreditamos e nem sabemos o motivo?

A boa noticia é que somos seres humanos, podemos acreditar naquilo que quisermos. Mas então, por qual motivo acreditamos em coisas que nos levam para a derrota ou alimentam a desconfiança em nossa capacidade? Por qual motivo fechamos os olhos e ouvidos para o novo?

Desde pequenos somos levados a acreditar em uma série de pressupostos. Primeiro são nossos pais, despejando seu caminhão de crenças em nossa cabecinha. Depois chegam nossos colegas de escola, trabalho, igreja, cada um com suas crenças, cada um vendendo sua verdade em relação ao mundo. Mas afinal, como podemos viver nesse mundo com tantas verdades?

Primeiro precisamos entender um pouco mais sobre aquilo que denominamos “crenças”. Crença é a ação de crer na verdade ou na possibilidade de alguma coisa. Quando acreditamos em algo, aquilo é a verdade para nós, mesmo que não exista uma comprovação para isso. As crenças podem ser limitantes ou possibilitadoras, mas ambas nos trazem alguma recompensa em troca.

As crenças limitantes surgem de interpretações negativas das experiências pelas quais passamos. Sendo que toda vez que nos depararmos com uma situação semelhante àquela que fez surgir essa crença, nossas decisões sofrem influências daquele padrão, passando a nos limitar diante dessas situações. Por exemplo, uma daquelas crianças que levam uma palmada, toda vez que são flagradas em suas aventuras dentro de casa: escalando armários, subindo em gavetas, colocando o dedo na tomada, se equilibrando em cadeiras. Essas crianças são condicionadas a acreditar que se forem ousadas ou curiosas, serão castigadas. Pense nas limitações que isso pode trazer na vida dessa criança. Por outro lado, essa crença também vai trazer certa proteção a essa criança, ela será protegida contra os efeitos de enfrentar o desconhecido, não vai se machucar ou mesmo quebrar a cara tentando algo novo. Entretanto, a crença continua sendo limitante. Seria melhor se seus pais lhe apresentassem jogos e brincadeiras, que pudessem suprir a curiosidade que as crianças naturalmente apresentam.

Porém, as crenças também podem ser possibilitadoras, podem levar as pessoas a acreditarem na possibilidade das coisas acontecerem. As crenças possibilitadoras, são o grande motor para a ação, pois uma pessoa que acredita que algo pode acontecer, já começou a realizar esse algo. Colombo ao sair da Europa em sua embarcação, acreditava que iria encontrar as Índias, essa crença possibilitou a descoberta da América. Einstein acreditava na relatividade, mesmo antes de ter encontrado as chaves para que ela fosse transformada na Teoria da Relatividade. Todos aqueles que fizeram algo grandioso, em algum momento da história, tiveram uma crença possibilitadora que os impulsionou. A crença possibilitadora, além de elevar a autoestima, também alimenta o espírito inovador dessas pessoas, Colombo e Einstein sabiam que estavam aqui para fazer algo importante.

Mas quem tem crenças limitantes, não precisa ficar desesperado, as crenças podem ser transformadas. Uma crença limitante pode sim ser transformada em uma crença possibilitadora. O Coaching tem comprovado ser muito eficaz na transformação de pessoas e, é justamente a transformação de crenças, um dos passos mais importantes no trabalho desenvolvido pelos Coaches.

Então, não adianta você “querer” algo, você precisar “acreditar” que esse algo é possível. Mas para acreditar de verdade, precisamos satisfazer todos os nossos lados, a crença precisa ser sustentável em sua vida, ela não pode causar um conflito interior dentro de você. Por isso, é importante saber o que você ganha com cada crença. Perder essa recompensa, muitas vezes está fora de cogitação. A missão é conseguir outra estratégia, que mantenha essa premiação ou consiga propiciar um prêmio melhor. Vamos a um exemplo que aconteceu em uma sessão de coaching:

Sr X, vamos chamar ele assim, acreditava que ter muito dinheiro era errado. Essa crença o impedia de cobrar o valor correto por seu trabalho, pois ele realmente não queria ter muito dinheiro, somente o suficiente. Sr X tem um valor muito importante em sua vida, ele não aceita tamanha desigualdade social, deseja que o mundo seja mais justo com as pessoas. Sr X ajuda algumas pessoas financeiramente, isso o faz muito feliz. O Coach que atendia o Sr X utilizou com ele algumas ferramentas para proporcionar uma mudança positiva na crença de Sr X, já que ele desejava ganhar mais dinheiro sem sentir culpa. Ao final daquela sessão, Sr X tinha sua crença transformada, veja o que ela era e o que ela se transformou:

Antes: “Acredito que ter muito dinheiro é errado, pois não quero fazer parte das causas da injustiça social”.

Depois: “Acredito que tendo muito dinheiro, poderei ajudar mais pessoas, colaborando com a inclusão social das mesmas”.

Ou seja, a crença foi transformada, sem que o valor que estava sendo premiado pela antiga crença, fosse perdido.

Então, não se desespere, caso você esteja identificando muitas crenças limitantes em sua vida, afinal elas te trouxeram até aqui, então não quer dizer que você não venceu com elas. Mas, se essas crenças estão limitando você a atingir seus próximos objetivos, é hora da transformação acontecer, é hora dessas crenças passarem a ser possibilitadoras. Caso estiver complicado conseguir isso sozinho, procure um Coach, nós somos treinados para isso, conhecemos ferramentas que podem possibilitar sua transformação!

Grande abraço,

Até a próxima pessoal…!!!

andré

 

André L. G. Ferreira, Coach certificado pela International Coaching Community, Administrador e especialista em Qualidade.

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5 comentários sobre “Acredite se quiser

    • Jorge , obrigado por seu comentário.
      Você tem razão quando diz que se não houver ação junto com a crença, ficamos na mesma. Tanto é que no texto eu chamo as crenças possibilitadoras de motor para a ação, elas simplesmente são o grande começo.
      Quanto as realidades, elas estão aí para todos nós, para uns elas são limitantes para outros possibilitadoras , aí vai da crença de cada um.
      Abraço

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