A doença, a cura e o ser integral

Pensando no senso comum, quando se diz que todas as doenças são psicossomáticas, as pessoas geralmente arregalam os olhos e a negação vem imediatamente em suas expressões.

Primeiro, seria importante desmistificar um grande equívoco típico: toda doença é psicossomática, porém nem toda doença é psicogênica. O termo Psicogênico é utilizado quando uma doença é causada somente por fatores psicológicos, já o termo Psicossomático quer dizer que, como um ser integral que somos o processo da doença física pode ser afetado por fatores psicológicos, assim como outros fatores intervenientes tais como o ambiente, alimentação, atividade física, hereditariedade etc.

Desta forma, toda doença é Psicossomática, uma vez que o fator psicológico influencia tanto no processo da doença, como em sua cura. A própria OMS (Organização Mundial de Saúde) representa que a saúde é um estado de perfeito bem-estar físico, mental e social. A saúde, ganha então uma perspectiva dinâmica e integral, que pode ser alterada a todo e em todo o momento.

Com os adventos do mundo atual, fatores como o estresse e as expectativas geradas pelos padrões da sociedade atual começaram a afetar cada vez mais a saúde, de uma forma agressiva.

Sob a perspectiva de Jung, toda doença representa algum tipo de contradição ou violação que o indivíduo vive, sendo assim, os sintomas aparecem para sinalizar que o indivíduo precisa retornar ao seu processo de restabelecimento, de fluxo, de reequilíbrio e auto-organização de alguma forma. Por isso Jung diz que “Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar.”, ou seja, a cura vem do reestabelecimento do amor próprio.

Inclusive, quando um médico nos receita repouso diante de uma doença, é justamente para que o próprio corpo possa se reorganizar e recuperar seu próprio equilíbrio e, a mente, também poder agir diante de seu papel neste processo, até mesmo de permitir que o processo de cura aconteça da melhor forma para este ser integral. Em países desenvolvidos como os nórdicos, o repouso já é uma prática para a cura, antes de verificar a necessidade da medicação diante de uma doença.

E é através do processo de autoconhecimento e ampliação da consciência, ou seja, conhecer o que nos fere e o que nos corrompe, que podemos viver em equilíbrio dentro da sociedade atual, tendo nossas válvulas de escape e criando oportunidades de viver com autenticidade diante de nossos valores, pois como o filósofo e educador indiano Jiddu Krishnamurti dizia “Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.”.

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Sabrina Green é Psicóloga, Coach pela ICC e especialista em Recursos Humanos

http://www.greendh.com.br

Contato: coaching.green@gmail.com

 

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