O conformismo e a aceitação: qual a diferença essencial para uma vida mais feliz?

A diversidade é cada vez mais presente em nossas vidas, um presente de formas, cores, culturas, sentimentos, razões e opiniões diversas que contribuem para nosso aprendizado e desenvolvimento, uma vez que nos permite olhar por ângulos diferentes dos quais estamos acostumados a olhar.

Por outro lado, a diversidade pode ser uma fonte de mal entendidos, principalmente quando o olhar do outro se contradiz com o nosso, gerando energia para lados opostos, e produzindo, em muitas situações, um afastamento e não aceitação do “outro” lado, assim como o André Ferreira comentou no último artigo O Líder da Diversidade.

E como lidar com essas diferenças e viver feliz, de mãos dadas com a diversidade?

Fernando Pessoa já dizia “Conformar-se é submeter-se…”. E muitas vezes ainda ouvimos muitas pessoas dizendo que o melhor é conformar-se com a situação X ou com o jeito da pessoa Y. Se analisarmos a etimologia da palavra Conformismo, que tem origem no latim conformo, seu significado é ‘dar uma forma’. Ou seja, quando você se conforma com algo, você está de acordo com aquilo como é, se colocando à disposição da situação e assumindo-a da forma que ela é. Isso muitas vezes acaba gerando um certo ‘rancor’, uma energia parada diante do controle ou da ‘forma’ imposta à você, por você mesmo ter se conformado com ela.

Por outro lado, quando você vê as diferenças em termos de Aceitação, que tem origem no latim accēpto e significa ‘acolher, aceitar’, ou seja, acolher que aquilo que é diferente e me incomoda, aceitar que o sentimento que provém da diferença é meu e somente meu, e, portanto, eu decido o que fazer com ele a partir de então.

A Aceitação é um convite ao protagonismo e um chamado para a ação diante das coisas que não são como gostaríamos que fosse. É também um chamado para o autoconhecimento, para um olhar interior e compreensão do por que aquilo me incomoda tanto, o quanto é legítimo e o quanto provém de um modelo externo esse possível incômodo.

E, à medida que uma pessoa começa a trabalhar a sua aceitação diante das situações diversas no seu dia a dia, o fluxo de energia começa a ocorrer, e você pode escolher direcionar esta energia para um processo de mudança interno, ou mesmo influenciar um processo externo para a mudança. Por exemplo, se não me sinto feliz com a situação política atual, aceito que ela vai contra meus valores e por isso me causa um mal estar internamente, a partir disso, posso escolher como influenciar de alguma forma para que esta situação seja diferente da atual, seja protestando, conversando com os candidatos que elegi na última eleição, começando a participar do orçamento participativo da minha região, entre outros, ou seja, me empodero da situação e tenho a escolha de uma ação a partir disso.

A prática do processo de aceitação faz com que uma pessoa analise de forma mais serena seus mecanismos internos e, percebendo a importância e os “pesos” de determinadas diferenças presentes no dia a dia, algumas coisas começam a ter uma menor relevância diante do todo. Ou mesmo a reflexão de quantas possibilidades tenho quando aceito e me empodero do que sinto diante de um problema, proporcionando oportunidades de escolha.

Então, aproveite esta oportunidade através da Aceitação para direcionar sua energia para o que realmente importa, o que realmente impacta seus valores e gere a mudança necessária!

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Sabrina Green é Psicóloga, Coach pela ICC e especialista em Recursos Humanos

http://www.greendh.com.br

Contato: coaching.green@gmail.com

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